FOTÓGRAFOS – MENSURE SEU VALOR

A fotografia é uma prestação de serviço que está longe de ter padrões. Não há um padrão para preço, estilo, qualidade entre outros fatores que engloba a fotografia. Por isso, a matéria de hoje irá falar sobre como se valorizar nesse mercado difícil e sem padrões.

Ao contrário de um produto palpável, a prestação de serviço requer algo a mais para o cliente te “comprar”, seu produto é seu serviço; seu serviço é sua experiência, equipamento, conhecimento, diferencial, estilo e logicamente a velha dupla, qualidade/preço.

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Você começa a mensurar seu valor desde  o momento em que você adquiri sua primeira câmera (com a lente do kit e com o flash embutido) bem simples. Logo se nota que aquilo que você comprou na verdade não quer dizer nada para você realmente sair fotografando com segurança e qualidade básica. Pois além de sua câmera, você terá outros custos imprescindíveis com seu kit (flash externo, bateria reserva, pilhas, lentes, possíveis manutenções, percas, roubos etc). Beleza! para por ai? Não!

A hora que achamos que gastamos um horror para ter tudo isso (pois equipamentos fotográficos por mais básico que sejam custam caros) vem a parte que complementa seu equipamento que é você saber utilizar tudo isso de forma a saber dominá-lo. Isso mesmo, são os cursos que você terá que fazer ou horas na frente de livros e computador para buscar o conhecimento necessário para desenvolver seu trabalho nesse mundo competitivo.

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Feito esse prognostico você pode assim começar a mensurar seu valor, pois, no ramo fotográfico a tendência é cada dia você adquirir mais valor. Como dito no começo da matéria, não há lógica e nem padrões na fotografia, mas, na questão de se valorizar, deve haver no mínimo responsabilidade e lucides para que no futuro você e a categoria não sofra.

Não é a toa que quase todos os dias alguém decide se tornar um fotógrafo. Ótimo! todos temos o direito de ser o que quisermos.
Mas para isso, muita gente entra nesse mercado sem nenhuma referência e nenhum conhecimento sobre o ramo. É como cair de paraquedas em um lugar já mais conhecido.
Aí está o foco da degradação do mercado fotográfico.
Creio que só 5% das pessoas que entram nesse mercado buscam se preparar  adquirindo conhecimento, pesquisando o mercado e adquirindo equipamentos para pelo menos obter o básico para sair fotografando e começar a se dar valor.
No começo você ainda não tem nome e nem portfólio no mercado; e deve estar se perguntando:
-Quando vou começar a ganhar dinheiro?

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Vai levar um certo tempo para você começar a ganhar dinheiro com fotos, pois você terá que fazer vários trabalhos voluntários para mostrar e criar seu portfólio. Essa é a realidade de 95% de quem quer continuar na profissão. É preferível que no começo faça bastante trabalho sem remuneração do que  cobrar barato, pois se não ficará difícil de sair de sua faixa de preço e a profissão não se torna viável além de estragar mais o mercado.
Pois é, apesar de fazer trabalhos de graça, isso vai provar que lá na frente você realmente terá que se valorizar, pois você não ficará a vida inteira montando portfólio, certo? Uma hora você terá criado seu portfólio inicial e irá começar a cobrar um preço justo por tudo que você fez e investiu até então.

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-Quanto vou cobrar?
Tudo depende de qual serviço irá fazer, mas lembre-se de todas as dificuldades e custos que você teve para chegar onde está. Lógico que se tiver 3 ou 4 valores para ter como parâmetro, ajudará a ser competitivo na questão de preço sem sair fora de uma suposta margem.
Conhecimento, experiência, equipamento e mão-de-obra. Nesse caso o seu valor está em cada um desses itens. Não tenha medo de dar seu preço, REPITO que na fotografia é algo que jamais terá um padrão ou faixa a seguir. Mas lembre-se que tudo tem prazo de validade e que você sempre terá custos com novos equipamentos, depreciação, cursos, acessórios, computador, tempo, e muitos outros…
Pense se você irá garantir o mês no volume de serviços ou em poucas prestações do serviço. Cada região tem seus custos; crie metas.
A categoria num geral está infectada por profissionais (se é que podemos chamar de profissionais) se desvalorizando e se vendendo a troco de pouco. Isso faz com que o mercado fique sem rumo e divergente em relação a parâmetros de preços. O que você cobra R$500,00 para fazer, tem gente cobrando R$80,00…FATO!

Há de se por um parênteses nisso: A fotografia é algo que mexe com sonhos e sentimento das pessoas. Nada impede que você faça trabalhos voluntários ou com baixo custo, pois, haverá ocasiões em que mais valerá a pena você realizar o sonho de alguém que não tem condições de adquirir o serviço do que o dinheiro em si. A solidariedade ou preço simbólico também fazem parte da fotografia em algumas ocasiões. O que com certeza te deixará realizado como profissional e principalmente como ser humano.

Voltando… A valorização do fotógrafo não é feita pelo cliente, mas, por você e toda sua trajetória na fotografia. Seu estilo de fotografar/editar, um macete que você tem de diferente já te torna mais atrativo que outro concorrente. O preço quem dá é você, o cliente vai aceitar ou não; a negociação também é algo nos dias de hoje que não se pode descartar… Perde-se ali, ganha-se aqui; busque o equilíbrio.
Cobrar x ou y não é questão de lógica, mas sim a viabilidade da execução do trabalho, se for favorável, vá e faça!

Mas com a responsabilidade de que você não esteja comprometendo o mercado com seu preço e forma que negociou, pois isso poderá voltar contra você e você ficará amarrado a preços não lucrativos. Leve tudo em consideração para mensurar seu valor!

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Para alguns fotógrafos iniciantes, a ganância de achar que vai ganhar dinheiro rápido é a decepção que faz muita gente desistir da profissão. A ilusão de que a fotografia é só apertar um botão, de que é uma profissão legal, fácil….começa a cair na real quando você realmente vê que o negócio exige o mínimo de investimento, conhecimento e prática. A fotografia virou algo global, tudo é foto, todos tem foto, todos podem fotografar, mas, a essência do dom de ser diferente e fazer arte, mesmo que no meio desse mercado horroroso, com muito custo, ainda prevalece!
Valorize-se!

Ulisses
5 de julho de 2016
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